José Saramago

O cego e a cega descansavam agora, já separados, um ao lado do outro, mas continuavam de mãos dadas, eram novos, talvez fossem namorados, tinham ido ao cinema e ali cegaram, ou um acaso milagroso os juntou ali, e, sendo assim, como foi que se reconheceram, ora essa, pelas vozes, claro está, Não é só a voz do sangue que não precisa de olhos, o amor, que dizem ser cego, também tem sua palavra a dizer.

José Saramago

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